O BPI Empresas é o novo campeão nacional de empresas. Com Francisco Oliveira e Costa (capitão), Luís Martins, João Ivo de Carvalho e Nelson Rocha, conquistou a Finalíssima Açores jogada no final de Abril no campo de golfe da ilha Terceira e ergueu o tão ambicionado troféu da Vista Alegre, sucedendo à NMM na lista dos vencedores do Expresso BPI Golf Cup.
Não foi à primeira, foi à segunda. O BPI Empresas repetiu a presença na Finalíssima do ano passado e desta vez não deixou o crédito por mãos alheias, superiorizando-se à concorrência da Lufthansa LGSP, Banco BPI e Winfarm. Isto, na modalidade de sempre do texas scramble modi-
ficado, mas na variante de match play adaptado.
“Esta nova ida à Finalíssima foi para nós muito especial, porque o Expresso BPI é uma prova muito competitiva e não é fácil consegui-lo”, reconheceu Francisco Oliveira e Costa. “Da última vez saímos com um sabor agridoce, pois sentimos que tínhamos capacidade para mais. Acabámos por ter uma nova oportunidade e não a desperdiçámos. É uma enorme alegria.”
Francisco Oliveira e Costa salientou a importância da aprendizagem de 2025, dizendo que sem ela teria sido mais difícil chegar à vitória. “O ano passado, a certa altura, ficámos um bocado desmotivados, porque as coisas não estavam a sair. A estratégia este ano era divertir-nos, independentemente do resultado. Depois, o ter presente na memória o desenho do campo, que é muito técnico, fez alguma diferença.”
Esta foi a segunda equipa do BPI a sagrar-se campeã nacional de empresas. A primeira foi a sua representante dos Açores, vencedora em 2008 e 2009 e apenas uma das três com múltiplas vitórias, a par da EveryDay Sports (2000 e 2001) e Moragri (2021 e 2022). Pelo BPI Açores jogaram então Luís Índio, Rigoberto Oliveira e José Oliveira, em ambas as edições; e Gonçalo Xavier (2008) e Manuel Agrellos Jr. (2009).
No match play adaptado, em partidas de seis buracos, foi atribuído um ponto por cada buraco ganho e meio ponto por empate. Os dois pares de cada equipa defrontaram todos os outros pares concorrentes num total de 24 encontros (12 no sábado, 12 no domingo).
Cada dupla fez, portanto, seis jogos, com 18 buracos jogados no primeiro dia e outros 18 no segundo. Havendo 144 pontos em jogo, a incógnita quanto ao desfecho prolongou-se até ao fim.
No final do primeiro dia, as três primeiras equipas estavam separados por um mero ponto. O segundo dia trouxe um duelo entre BPI Empresas e a Lufthansa LGSP, prevalecendo a primeira com 42 pontos, contra os 40,5 da vice-campeã. O BPI foi terceiro com 32,5 e a Winfarm quarta com 29,5.
Há que louvar o trajecto de Francisco Oliveira e Costa no Expresso BPI, pois a sua estreia no torneio só aconteceu o ano passado. Então, o seu parceiro foi Rui Meireles. Este ano uniu forças com Luís Martins e, juntos, constituíram a dupla MVP da Finalíssima, averbando 23 pontos.
“Guardo boas memórias do jogo com o Rui, foi o meu primeiro parceiro e ensinou-me muito sobre esta modalidade”, disse, acrescentando: “O Luís também é um jogador muito forte, quase um relógio suíço. Eu sou um bocadinho mais errático. Tenho momentos no meu jogo em que faço shots muito bons, outros momentos em que preciso de facto de um parceiro como ele.”
O outro par do BPI Empresas foi o de João Ivo de Carvalho com Nelson Rocha, que este ano entrou para o lugar de Rui Meireles. “O factor-experiência foi importante, sem dúvida”, corroborou o primeiro. “Jogar a Finalíssima em match play é totalmente diferente de jogar em stableford ou medal. Desta vez estávamos mais bem preparados, até psicologicamente. Vencer o Expresso BPI é um sonho concretizado.”
Nelson Rocha fala de uma “odisseia” até ao momento da consagração, a começar logo na Qualificações Regionais do Alentejo, no campo de Tróia, e passando pela Final Nacional Açores, no Batalha Golf Course: “Em Tróia estava um vendaval terrível e foi uma luta tremenda para nos apurarmos. Na Batalha fizemos uma grande recuperação no segundo dia, que nos permitiu terminar no top-4. Todas as dificuldades por que passámos tornam o título ainda mais saboroso.”
Teoricamente, a Lufthansa LGSP era a equipa mais forte da Finalíssima. Três dos seus quatro elementos – Miguel Portela de Morais, Alexandre Castelo e Fernando Vaz – foram bicampeões pela Moragri. E, de facto, ofereceram excelente réplica ao BPI Empresas proporcionando um grande duelo entre ambos.
“Jogámos muito bem, fomos sólidos e fizemos uma pontuação alta, que, noutras circunstâncias, poderia ser suficiente para ganharmos”, disse o capitão Nuno Azevedo Neves. “Acho que nos faltou um bocadinho de sorte, um pormenor ou outro podia ter mudado o rumo das coisas, mas o mérito vai todo para os vencedores.”
Ricardo Martinho, capitão do BPI, não tem dúvidas: “Fomos os vencedores da Final Nacional na Batalha e esse é, para mim, o grande momento do Expresso BPI, com todas as equipas que se apuraram a nível regional. Chegar lá é o meu grande objetivo – e o de muitos outros – no golfe todos os anos. A Finalíssima é como que um bónus, e para mim foi ainda mais especial porque não conhecia a Terceira.”
Além de Ricardo Martinho, o BPI contou com João Pedro Oliveira e Costa, Marco Rios e José Passanha Guedes.
Pela Winfarm alinharam António Pratas, Nuno Costa Alemão, João Azevedo e Nuno Furtado Coelho – todos eles a estrearem-se nas etapas de âmbito nacional. “Foi uma grande experiência, correu tudo muito bem”, disse António Pratas. “Podíamos ter ficado mais bem classificados, mas o importante era aproveitar e divertir-nos, foi o que fizemos. Houve bons momentos de confraternização entre todos os jogadores.”
Texto: Rodrigo Cordoeiro
Fotografia: Filipe Guerra