Finalíssima 2018
Nike conquista título máximo de 2018

Tal como o ano passado, houve grande emoção na Finalíssima do Expresso BPI Golf Cup, realizada este fim-de-semana no Vidago Palace Golf Course. A Nike é a nova campeã nacional de empresas ao ganhar a última fase da competição com um ponto apenas de vantagem sobre o Colégio dos Plátanos.

É a segunda equipa do Algarve a erguer o troféu da Vista Alegre em 21 edição, oito anos depois do êxito da Nevada Bob’s Golf no famoso Real Club Valderrama. Os autores da proeza são Rui Coelho (capitão), Ricardo Pereira, Pedro Silvestre e Luís Filipe Luís.

“Obviamente, saber que eram mais de 380 equipas no início da prova, percorrer o labirinto e chegar em primeiro dá-nos uma grande satisfação, sem tirar disto mais qualquer ilação que não seja o termo-nos divertido e participado num torneio excelentemente organizado”, disse Rui Coelho. “Quisemos ganhar e fizemos por isso, fomos felizes.”

Esta foi a segunda Finalíssima jogada em match play, mais concretamente em partidas de seis buracos, com seis pontos em jogo, na habitual modalidade de texas scramble modificado. Era atribuído um ponto por cada buraco ganho, meio ponto pelo empate e zero pela perda. Os dois pares de cada equipa defrontaram todos os outros pares concorrentes num total de 24 encontros.

Estavam 144 pontos em jogo (72 no sábado, outros 72 no domingo), a Nike ficou com 39, o Colégio dos Plátanos (Lisboa) com 38, a Miguel Moniz Construções (Açores) com 34 e a MundoTêxtil (Norte) com 33.

A equipa do Colégio dos Platanos, 2ª classificada com Marco Rios, Nuno Silva, Jose Carlos Sousa e Nuno Rafael Mota © Filipe Guerra

As quatro equipas presentes no Vidago Palace foram apuradas via Final Nacional Açores, já depois de ter passado por duas fases regionais, num total de oito em regiões em prova.

Na Finalíssima de 2017, a Ignacio González Montes bateu no play-off a Orthoantas para se tornar a primeira empresa espanhola a sagrar-se campeã nacional naquele que é maior evento desportivo corporate do país – e o Colégio dos Plátanos e a Freixenet ficaram a um ponto de ir a desempate…

Assim, o Colégio dos Plátanos volta a ficar um ponto da empresa vencedora, mas desta vez com o ‘upgrade’ para vice-campeã nacional. “À terceira será de vez”, afiança o capitão Marco Rios, acrescentando. “No primeiro dia ficámos muito atrás, hoje, no segundo, fizemos uma grande recuperação, mas tivemos de ir atrás do prejuízo e ficámos um tudo nada curtos.”

No primeiro dia, a Nike comandava com 19 pontos, seguida da Miguel Moniz Construções com 18,5 e da MundoTêxtil com 18. O Colégio estava na cauda da tabela com 16,5, mas reagiu neste domingo perfazendo a excelente marca de 21,5.

Rui Coelho e Ricardo Pereira deram o ponto vitorioso à Nike com um birdie 4 no quinto e penúltimo buraco de jogo frente à Miguel Moniz Construções, no caso o buraco 3, mas coube a Pedro Silvestre/Luís Filipe Luís o estatuto de dupla mais prolífica da Finalíssima, com 20,5 pontos, seguidos de Marco Rios e José Carlos Sousa, com 20.

Miguel Moniz Construções, a equipa terceira classificada, composta por Miguel Sousa, Flavio Barcelos, Roberto Gomes e Marco Moniz © Filipe Guerra

Pelo Colégio dos Plátanos, além de Rios e Sousa, alinharam Nuno Silva e Nuno Rafael Mota. Pela Miguel Moniz Construções, da ilha Terceira, estiveram Roberto Gomes, Flávio Barcelos, Marco Moniz e Miguel Sousa; e pela MundoTêxtil, José Lima, Gonçalo Lopes, Fernando Lopes e Marco Oliveira.

“Embora não tivéssemos vencido, foi um fim-de-semana excelente, portanto, estamos contentes”, afirmou José Lima, capitão da MundoTèxtil e administrador da empresa, acrescentando: “Foi como o golfe deve ser, jogado a pé e com caddies, com bom tempo, um campo em boas condições, uma organização muito boa e um hotel magnífico. Acho que ganhou quem mereceu de facto, ganhou quem jogou melhor, pelo menos connosco foi o que aconteceu. Ficou bem entregue a taça, há que dar os parabéns a quem ganha.”

A Mundo Textil com Marco Oliveira, Fernando Lopes, José Casimiro Lima e Goncalo Lopes © Filipe Guerra

Roberto Gomes, capitão da Miguel Moniz Construções, fala de uma “aventura” naquela que foi a primeira vez dos seus quatro jogadores no Expresso BPI. “Para nós cada fase era uma novidade. O objectivo era sempre fazer o melhor possivbel e depois logo se via o que é que dava. Com a Finalíssima foi igual. Sabiamos que, à partida, em quarto lugar estaríamos, a partir daí o que viesse era bom.”   

O capitão do conjunto açoriano disse ainda que “um dos sonhos que eu tinha era fazer este torneio e chegar pelo menos à Final, porque já lia sobre ele há uns anos no Expresso, mas sabia que devia ser extremamente difícil. E não é que conseguimos, ainda por cima, logo no primeiro ano?”.

 

 

 

 

IMAGEM DE CAPA - Rui Coelho, Ricardo Pereira, Luis Filipe Luis e Pedro Silvestre © Filipe Guerra