Final Nacional Açores
MundoTêxtil ganha Batalha

A MundoTêxtil – a maior empresa da Europa na produção de felpos – foi a vencedora da Final Nacional Açores do Expresso BPI Golf Cup 2018, que decorreu no Batalha Golf Course, na ilha de S. Miguel, com a presença das 20 equipas oriundas das oito regiões do país onde se realiza aquele que é o maior torneio do golfe português – este ano participaram 385 equipas de empresas e mais de 1600 empresários, gestorese quadros.

As quatro primeiras classificadas apuraram-se para a Finalíssima, pelo que, além daquela, seguiram em frente para o Vidago Palace Golf Course, por esta ordem, o Colégio dos Plátanos (Lisboa), a repetir a presença de 2017 na última etapa do circuito; a Miguel Moniz Construções (Açores, mais concretamente ilha Terceira), com uma estreia de sonho no Expresso BPI, não só da empresa como dos seus jogadores; e a Nike (Algarve), do antigo guarda-redes internacional Ricardo Pereira.

No jantar de encerramento da Final Nacional, estiveram presentes Marta Guerreiro, secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo,  Pedro Barreto e João Pedro Oliveira e Costa, administradores executivos do BPI, João Vieira Pereira director-adjunto do Expresso, e Víctor Cruz, administrador do Grupo Bensaúde, que dentro dos Açores foi o anfitrião desta Final, pois foi no seu novo cinco estrelas Grand Hotel Açores Atlântico, em plena marginal de Ponta Delgada, que os 80 jogadores e acompanhantes ficaram instalados – e foi aqui também que se realizou o jantar de gala.

João Vieira Pereira representou também a SIC Esperança, o projecto de solidariedade do Grupo Impresa, encarregando-se de receber de todos os capitães o cheque solidário que, como habitualmente, é angariado pelo torneio, através de uma percentagem da inscrição das equipas, e que ao longo dos anos já ultrapassou os 130 mil euros.

A Final jogou-se em duas voltas na habitual modalidade de texas scramble modificado, mas em medal net (por pancadas) e não em stableford (por pontos) como nas fases regionais, somando-se os dois resultados de cada par.

Num campo de golfe que é dos mais difíceis de Portugal, o vento que se fez sentir no primeiro dia inflacionou os resultados e, mesmo com o bom tempo do segundo dia, apenas seis equipas somaram agregados abaixo do Par 72.

O campo do Batalha GC é um dos mais difíceis testes do golfe português.© Filipe Guerra

Pela MundoTêxtil, que no final do primeiro dia estava em 7.º lugar, brilhou a grande altura a dupla composta por José Casimiro Lima/Gonçalo Lopes, que foi o melhor par net do torneio com voltas de 66-68 e um total de 134 (-10). O outro par do conjunto vencedor, Fernando Lopes/Marco Oliveira, melhorou drasticamente do primeiro para o segundo dia, cortando nada menos do que 15 pancadas na jornada decisiva (80-65) e terminando com a melhor volta de todo o torneio.

Com um total de de 279 (-9), a MundoTêxtil ganhou com duas pancadas de vantagem sobre o Colégio dos Plátanos e a Miguel Moniz Construções, que terminaram empatados com 281 (-7), prevalecendo no desempate pelo segundo lugar o mais baixo handicap médio da formação lisboeta.

Equipa da Mundo Têxtil, que ficou em primeiro lugar na Final Nacional Açores 2018: Marco Oliveira, José Casimiro Coelho Lima, Fernando Lopes e Gonçalo Lopes © Filipe Guerra

“Estamos muito contentes, como é evidente, pois trata-se da maior prova do golfe amador nacional”, afirmou o capitão da MundoTêxtil, José Casimiro Lima. “Esforçámo-nos bastante e entrámos com alguma ansiedade para o segundo dia. Sabíamos que tínhamos hipóteses mas que todos nós tínhamos de jogar bem – e concretizou-se, fizemos um grande resultado.”

Tal como o ano passado, o Colégio dos Plátanos teve em Marco Rios/Eric Hill (75-66) o melhor par gross da Final, completando o quarteto José Carlos Sousa/Nuno Silva (68-72), que foi um dos poucos pares que nunca perdeu para o par em net. “Estava tudo em aberto para o segundo dia, que foi de luta, mas estava bom e foi mais fácil, atacámos muito e conseguimos fazer muitos birdies”, justificou Marco Rios a propósito do seu excelente resultado final.

Eric Hill e Marco Rios, do Colégio dos Plátanos, foram o melhor par Gross da Final © Filipe Guerra

Roberto Gomes, o capitão da Miguel Moniz Construções, estava visivelmente emocionado após a sua equipa estreante ter garantido à primeira a presença na Finalíssima. “Ainda não estamos em nós, isto é para ser digerido nos próximos dias, mas é fantástico. O objectivo aqui era ficar o melhor possível, delineámos o meio da tabela, um top-10, mas correu tudo pelo melhor. Tenho a sorte de ter uma equipa fantástica.”

Roberto Gomes formou parceria com Flávio Barcelos fazendo 75-69 e Marco Moniz/Miguel Silva foram o segundo melhor par net com 137 (70-67), -7, tantas como Pedro Silvestre/Luís Filipe Luis (71-66), da Nike, marca que foi quarta classificada com 283 (-5) conquistando assim a última vaga para a Finalíssima.

“Era este o objectivo, mas claro que não sabíamos se era possível ou não. Felizmente o nosso outro par jogou muito bem nos dois dias”, congratulou-se o capitão da Nike, Rui Coelho, que, unindo forças com Ricardo, entregou resultados de 75-71. “Os quatro somos pessoas do golfe e do desporto há muito tempo, havia boas expectativas mas sem grandes nervos”, acrescentou.

Apesar das boas condições climatéricas no segundo dia de prova, em contraste com o mau tempo do primeiro, nem todas jogaram melhor na jornada decisiva, sendo disso o caso mais paradigmático a Europcar (Centro), que caiu do primeiro ao décimo lugar com um total de 290 (141-149), +2.

Além das quatro primeiras, também a SuperJob (Douro) e a Axis Hotéis & Golfe (Norte) concluíram com totais abaixo do par, de 285 (-3) e 286 pancadas (-2), respectivamente. No top-10 seguiram-se Maquinar Mais (Lisboa), Man S. Miguel (Açores), Allianz (Madeira) e Celeiro do Móvel (Lisboa).

A Finalíssima joga-se a 1 e 2 de Dezembro, faltando saber quem das quatro apuradas irá erguer o troféu da Vista Alegre Atlantis para a campeã nacional de empresas em 2018, sucedendo à espanhola Ignacio Gonzaléz Montes na lista das vencedoras.